quarta-feira, 18 de abril de 2012

O que vejo...

 Já não estão em exibição...


Série que mais gostei. Uma das melhores mesmo. Conseguiu prender-me do primeiro ao último episódio.


Prison Break


Brother´s and Sister´s

Vejo atualmente...

Grey´s Anatomy












Happy Endings








Glee

Procuro ver quando tiver tempo...










Game of Thrones

Grimm

O medo...(já faz parte do passado)


“Neste momento há 6 biliões, 470 milhões, 818 mil e 671 de pessoas no mundo. Algumas estão fugindo com medo. Outras estão a caminho de casa. Algumas mentem para conseguir superar o dia. Outras estão encarando a verdade neste preciso momento. Alguns são homens maus, em guerra contra o bem. E alguns são homens bons, lutando contra o mal.                                                       
Seis biliões de pessoas no mundo… Seis biliões de almas… E algumas vezes, só precisamos de “uma” alma…” Peyton - One Tree Hill

Todos nós experimentamos os mais variados sentimentos. Fazem parte da vida. Umas vezes, os sentimentos são bons, conseguem deixar-nos noutra dimensão; outras vezes é melhor nem referir; podem ser destruidores.                                                                                                                             
Já vai há alguns anos que vi/li esta frase pela primeira vez. E sei, que naquela altura teve uma enorme importância para mim; ainda hoje tem, mas não pelos mesmos motivos.                          
No passado era uma dessas pessoas que estava fugindo com medo, era alguém que mentia para conseguir superar mais um dia. Ainda hoje, no ano de 2012, minto. Prefiro usar outra palavra em vez de mentir – oculto (a algumas pessoas) aquilo que sou.                                                           
Sei que sou uma pessoa complicada, devido em parte ao meu (grande) mau feitio e outra parte devido às circunstâncias da vida. Foram tantas perguntas, tantas dúvidas, tantas incertezas. Simplesmente procurava uma resposta. Precisava de saber o motivo pelo qual preferia “observar” os rapazes, em vez de “observar” as raparigas? Qual a razão de a minha primeira paixão ser um homem quando o certo, seria uma mulher? O que estava a acontecer comigo? O que tinha feito de errado Qual o motivo de estar a ser castigado?                                                                                                                                                                         
Até aos meus 20/21 anos não contei a ninguém. Evitei o assunto. Sempre agi como sendo outra “coisa” que não era. Atualmente sei que não fiz nada de errado; aceito-me como sou. Já não tenho medo de ver o que realmente sou. Sei, porque já aconteceu, que algumas das pessoas quando descobrirem perguntarão: “Tu gay? Um rapaz com um curso superior, inteligente e filho de “boa gente”. Estás a brincar comigo?”. Não sei a razão de ser assim, mas também ninguém sabe o porquê do mar ser azul, do céu ser azul, da noite ser negra e acima de tudo também ninguém sabe o porquê das pessoas serem heterossexuais. Somos assim porque ainda antes de nascermos já estava definido.


Athele - Street Map: a música que acompanhava o texto (a citação). Espero que gostem...:)


                  

sábado, 14 de abril de 2012


 http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2415161 ------ O arquitecto José António Saraiva e a homossexualidade (vale a pena ouvir....muito bom)




Homossexuais contestatários?!


http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=46207&opiniao=Pol%EF%BF%BDtica+a+S%EF%BF%BDrio      



          "Homossexuais contestatários" é uma crónica de José António Saraiva. O título por si só é estranho. Admito. Fiquei curioso em ler. Se o título fosse outro, por exemplo, “Heterossexuais contestatários”, ou então “Professores contestatários” ou até mesmo “Polícias contestatários”, não teria lido. E não teria lido, por o tema, não poder ser interessante. Simplesmente não lia devido ao seu autor. Para além de não ser um grande admirar deste senhor também sei que ele não é um grande admirador das questões dos homossexuais. Há pessoas com quem simpatizamos e pessoas que nos passam completamente ao lado. É o caso deste senhor. Não gosto dele. Não é por causa dos comentários que faz, até porque as pessoas têm direito às suas opiniões e nós como pessoas que vivemos numa sociedade devemos aceitar a opinião das pessoas que estão à nossa volta. Contudo, quando damos uma opinião, e acima de tudo, quando ela é publicada, devemos procurar transmitir factos verídicos.
                                                                                                                                            

            Ao lermos o artigo verificamos, que este não é fidedigno.   

          O que conheço da vida de José António Saraiva? Pouca coisa mesmo. Sei que está ligado à família de José Hermano Saraiva (homem que admiro), também tem uma crónica para o jornal Record (costumo comprar o jornal todos os dias) e depois não sei mais nada. Depois de uma pesquisa pela internet tenho de admitir que tem uma biografia interessante. Uma das coisas que mais gostei de descobrir acerca deste senhor é que ele é ou foi (a noticia pode já não estar atualizada) professor convidado pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, logo somos colegas. Sim eu sou professor, sou gay e contestatário. Simplesmente procuro defender-me e impor-me perante uma sociedade que ainda não me respeita. O meu objectivo e das pessoas como eu, que você chama de contestatários; não é o de provocar uma revolução mas o de ser respeitado e tratado de forma igual a tantas outras pessoas. Não quero ir na rua e ver/sentir pessoas, como você, a julgar-me simplesmente porque tenho uma opção sexual diferente.

Ainda não percebi e nunca vou perceber o porquê de nós julgarmos as pessoas. Qual o propósito? O que lucramos com isso? Não percebo e custa-me a perceber. Julgou o rapaz dos seus 16/17 anos com que objetivo?

Não tinha mais nenhum tema? Na atualidade um dos temas mais falados é o do bullying que se pratica na escola. Contudo, mesmo fora das escolas também há muitas pessoas que o praticam. Ficamos revoltados e indignados, mas não fazemos nada às pessoas que o praticam.

O ponto que mais me chocou na sua crónica foi: ”…pelo modo como coloca os pés no chão, cruza as mãos uma sobre a outra e inclina ligeiramente a cabeça, percebo que é gay…”. Mas o que é isto? Já pensou que o “puto” poderia estar ansioso, ou então, estar com dor de cabeça, ou até mesmo dor de pescoço. Dou-lhe os parabéns pela sua magnifica descoberta, até porque pensava que só os gays tinham um gaydar.                                                                                                                                                          

Imaginado ainda a idade do rapaz, coloco-me no lugar dele. Não vai assim há tanto tempo. E penso: porque não estive naquele dia, àquela hora, naquele elevador. Eu que tenho medo de andar de elevador, naquele dia gostava de lá estar. Gostava de ver a cara do rapaz dos seus 16/17 anos e sorrir para ele. Sei o que é sentir um olhar de reprovação, mas gostava que esse rapaz visse que Portugal já está mais tolerante. E no futuro pessoas como José António Saraiva, serão cada vez menos, até chegar um dia e deixarem de fazer deste tema assunto.

Felicito-o. Sou gay e ninguém desconfia (as pessoas que estão à minha volta sabem porque lhes contei). Estou a sentir-me revoltado. Já não sei o que sou!!! Estou baralhado. Não tenho traços efeminados, também não sou gay por revolta para com os meus pais, também não sou por algum ídolo meu se ter assumido (sou grande adepto do Messi e do vocalista dos Coldplay - Chris Martin), então porque sou assim? Será que pode responder-me? Não espere… vou dar-lhe uma dica, sou assim, porque nasci assim e ponto final. 
                                                                                                                              
O seu texto tem pano para mangas, mas acho que já perdi demasiado tempo consigo (e com pessoas como você), vou tentar ser breve. “…será que há 20 anos ou 30 anos atrás ele teria a mesma atitude, assumiria tao ostensivamente a sua inclinação? E indo mais longe, se ele tivesse sido jovem nessa altura seria gay?...”. Não sei se o puto de 16/17 anos teria a força necessária para assumir a sua homossexualidade, mas provavelmente (caso não tivesse a força necessária e o apoio) seria mais um dos exemplos que você conhece. “…Casos de homens e mulheres que se casam, vindo mais tarde a trocar o parceiro ou a parceira por uma pessoa do mesmo sexo…”. Eu vou ainda mais longe, pois, poderia mesmo cometer suicido. E isto revolta-me, o facto de você conhecer pessoas assim e depois fazer um texto da m****.                                                                                                                             

E agora sim para finalizar. Tal como as pessoas nascem heterossexuais, também nascem homossexuais e já agora também nascem muitos idiotas. Tal como você referiu no seu magnifico texto, que há adolescentes que se tornam gays, também há muitos adolescentes que se tornam idiotas graças a outras influencias. A minha maior duvida agora é: o senhor nasceu idiota ou tornou-se idiota com o passar dos tempos?????  

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quem sou eu...


É muito mais fácil pegar num livro, numa folha de jornal, numa revista, ou até mesmo irmos à internet e lermos a biografia de alguém e no fim podemos dizer que aqui está uma excelente descrição de nós. Mas a verdade é que nessas descrições falta sempre alguma coisa. Daí sentir a necessidade de tentar descobrir e explicar “quem sou eu?”.
Não gosto da falar de mim. Prefiro que sejam os outros.Mas vou tentar.
Sou português; professor do 1ºCiclo; residente na zona de Braga; solteiro, nascido no ano de 1987; fanático por música, filmes, séries e acima de tudo pelas pessoas que estão à minha volta.
Penso mais do que falo. E falo muito, mas nem sempre digo o que penso, nem falo o que querem saber. Ignorando todas as regras, todas as armadilhas da vida urbana, dessa violência quotidiana, se me tocas, se me feres, eu reajo. Como?! Não tenho pudores, mas não raras vezes sofro de timidez. Não sou agressivo, mas uso os momentos de agressividade como uma forma defensiva. Sou impaciente. Mas mesmo assim, há sempre momentos em que esqueço todos os “conselhos” e sigo pelos "caminhos escuros". Estranhos desertos. Cada vez mais esqueço a lógica do que a maioria das pessoas pensa ser o correcto, a coerência das coisas, a razão; cada vez mais sou pura emoção. Tenho razões e motivações próprias e espero que as pessoas percebam isso um dia. Acredito cada vez mais nos meus sentimentos. A incerteza das pessoas fere-me, mas já não mata e as cicatrizes que tenho, não passam disso. São marcas do meu sofrimento passado.
Não esperem justificações para aquilo que sou, porque não as tenho. Apenas aconteceu sem hora, local ou data marcada. Sou começo e fim. Sou um todo e às vezes não sou nada. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Acredito simplesmente naquilo que sou. Não vou muitas vezes à missa, nem faço simpatias. Mas rezo para algum anjo de plantão e mascaro a minha fé no Deus do optimismo. Não bebo porque aceito-me sóbrio e não fumo porque já não vivo ansioso.
 Não sou perfeito nem dono da verdade. Contudo, sou dono de mim, das minhas vontades.
Como disse, logo no início, não tenho jeito para falar de mim, mas espero um dia encontrar "alguém" que faça melhor uso das palavras do que eu....aí sim terei uma definição excelente de "quem sou eu!?"

"...